Au pair en France

Au pair en France

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Fim do 2° dia do passeio

Chegamos no nosso hotelzinho proximo ao Mont Saint Michel umas 18h. Mal colocamos as malas no quarto e ja saimos de novo. Como no verao o sol ta de pé até umas 22h, aproveitamos pra ir pra Saint-Malo, uma cidadezinha linda que fica ha meia hora de onde estavamos. Tive a impressao de estar em Avignon com praia! Uma muralha imensa separava o porto dos edificios à beira mar, de onde podiamos caminhar. Como se o calçadao fosse no alto da muralha. Aproveitei pra tirar fotos lindas, mas fiquei pensando que quem mora naqueles prédios nao deve ter a minima privacidade... A cidade é tipicamente medieval - tem esse grande muro em volta da cidade, e ela é toda construída dentro dele. Todos os prédios tem a mesma altura e foram construídos com pedras de granito cinza.

A parte central da muralha e la no alto, o "calçadao"

Os prédios e a muralha, que chega na altura do 6o andar, eu diria....

A cidade estava lotaaaaaaada e tava quente, do jeito que eu gosto. Tira foto aqui e la, e foi batendo uma foooome danada. Claro que como toda cidade praiana, os restaurantes - colados um do lado do outro - ofereciam fruuuuuuutos do mar... O dificil foi achar uma mesa vazia!



Depois de muita procura, finalmente pudemos parar pra comer. Enquanto Bruno se acabava comendo uma panela de mexilhao, eu pedi de entrada algo simplesmente maravilhoso: Capuccino de lagosta. Era uma espécie de sopa de lagosta com um chantilly salgado feito com o caldo do cozimento da lagosta. Como diz o vovô, minha lingua até bateu palma! Depois de prato principal, um salmao com legumes.

E da-lhe mexilhao! Bléérc!

O meu capuccino de lagosta

De barriga cheia, hora de continuar o turismo... o sol ja estava sumindo e o cansaço foi chegando, claro... caminhamos pela cidade velha tomando um sorvetinho. Eram pequenas ruelas todas idênticas e feitas para confundir quem nao consegue se situar com facilidade. Visitamos depois a praia, que não é uma opção usual por aqui por conta do tempo freqüentemente instável do Canal da Mancha e dos fortes ventos. Também é importante ficar atento à maré, já que na baía de Saint-Malo o desnível entre maré alta e baixa chega, em certo locais, a quinze metros. O pôr-do-sol nao podia ser mais lindo:


Como de praxe, vou contar uma pequena historia desta cidade, graças à ajuda de amigos internautas que estiveram la e relataram tudo com detalhes:

Saint-Malo, ou senmalô, como dizem os franceses, tem cerca de 50 mil habitantes e está situada no oeste da França, na região da Bretagne (Bretanha), proximo ao Mont Saint-Michel. Ela é uma das mais visitadas do pais, sao 200 mil turistas somente no verao! Segundo uma pesquisa feita por um canal de tv, é o 1o destino preferido dos europeus. Fruto de uma rica historia maritima, tem um porto importante para a regiao. 

Esta seria mais uma cidade normal da Bretanha, às margens do Canal da Mancha se não fosse pela Ville Intra-Muros (cidade intra-muros, em funçao da tal muralha citada acima). Este foi o núcleo inicial daquele primeiro monastério estabelecido no início do século 6, por dois monges que mais tarde se tornariam santos: Aaron and Brendan. Muito mais tarde seria desta cidade que, durante os séculos 15 a 18, saíram muitos navios, inclusive piratas, em busca de tesouros e riquezas pelo mundo afora, o que fez com que Saint-Malo ficasse conhecida como a cidade-corsária.

O principal acesso à cidade Intra-Muros é através do portão Saint Thomas, mas antes de percorrer as ruelas internas é recomendável fazer o contorno das muralhas, o que pode ser feito pelo caminho superior, que interliga todas as torres de guarda. Alguns trechos desta muralha foram construídos no século 12 e lá de cima é possível vislumbrar a cidade moderna, o estuário do rio Rance e a cidade vizinha de Dinard, na margem oposta. O trajeto completo ao longo das muralhas leva pouco mais de uma hora. Entre 1590 e 1595 Saint-Malo declarou-se uma república independente da França e até mesmo da Bretanha. Seu lema era: Nem franceses, nem bretões, mas sim Malouins".

Os corsários que partiam da cidade davam muito trabalho aos navios ingleses, sendo que muitas vezes chegavam a exigir tributo dos navios mercantes para que não fossem atacados. Partindo daqui estes mesmos corsários chegaram ao Canadá e subiram o rio Saint Lawrence até a cidade de Quebec. Outros navegaram para o Atlântico sul e estabeleceram uma colônia naquela região, com o nome de Îles Malouines, que mais tarde, já sob o domínio espanhol, passaria a ser conhecida como Ilhas Malvinas, na costa argentina.

Durante a idade média Saint-Malo limitava-se ao que hoje corresponde à cidade murada, e era na verdade uma ilha situada na foz do rio Rance. Deste ponto era possível controlar não somente as embarcações que transitavam mas também todo o movimento em mar aberto. Somente muito mais tarde ela passaria a ter ligação permanente com terra firme. Outras atrações da cidade são Fort Nacional (construído em 1689 por Vauban, e que foi o responsável durante anos pela proteção da cidade) e o Fort du Petit Bé, construído afastado da costa e acessível por terra somente quando a maré está baixa.



2 comentários:

Nira Aupair na França disse...

Lo,quando eu me interessei realmente em vim p França foi devido a minha Universidade ter um convenio com Sain Malo na area de turismo,e qndo pensei q ja teria a oportunidade a Univ cancelou o convenio,fiquei triste + hj aqui estou eu :)

Anônimo disse...

Pelo amor de meus filhinhos, como dizia o Silvio Luis, aquele locutor de futebol !
esses rangos todos, nouvelle cuisinne ou não (devo ter cometido uns 20 erros de grafia) eu traçava tudo ! você é cruel !
beijos e abraços a você e ao Bruno
João
SP - Brasil