Au pair en France

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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Vicio frances

Tenho dado sorte com os filmes que tenho assistido ultimamente. Ja comentei sobre alguns deles, inclusive. Na verdade tenho os visto no cinema, na escola e em DVD, em casa. Acabo de chegar do cinema com Nath - que pela primeira x em 4 anos saiu sem o marido - e fomos ver "Deux jours a tuer", em portugues ao pe da letra, 2 dias a matar. Claro que nao eh esse o titulo em portugues, mas nao faço ideia de como vao traduzi-lo.

De fato, todos esses filmes me chamaram atençao por um unico motivo: a chocante mensagem. Filmes franceses nao sao nota 1000 em cenario, visual, etc. Porem, eles se preocupam em passar uma mensagem interessante, dando um banho nos filmes hollywoodianos, que priorizam mais o visual e os efeitos especiais. Em uma semana, assisti 3 filmes: A voz do Coraçao, Auberge Espanol (Albergue Espanhol) e esse de hoje.

O primeiro deles - que recebeu 2 indicaçoes ao Oscar - foi um sucesso de bilheteria na França. Encontrei em diversos sites na internet a mesma sinopse, fraca por sinal, que nao revela nem um terço da beleza e mensagem desse grandioso filme. Ela foi publicada da seguinte forma: Pierre Morhange (Jacques Perrin) é um famoso maestro que retorna à sua cidade-natal ao saber do falecimento de sua mãe. Lá ele encontra um diário mantido por seu antigo professor de música, Clémente Mathieu (Gérard Jugnot), através do qual passa a relembrar sua própria infância. Mais exatamente a década de 40, quando passou a participar de um coro organizado pelo professor, que terminou por revelar seus dotes musicais.

A voz do Coraçao, na verdade, se passa em 1943 e revela a vida de Clémente, vigia de um internato onde moram crianças que perderam suas familias na guerra e tambem crianças problematicas, cujos pais nao eram capazes de regra-los e os deixavam la por um periodo. Logo que começou a trabalhar no cargo, Clémente teve inumeras dificuldades em se adaptar, claro, porque eram crianças psicologicamente abaladas e super dificeis de conviver.

Para tentar amenizar os problemas, ele teve a ideia de criar um coral e foi um sucesso. As crianças se disciplinaram e passaram a amar a musica, para desgosto do diretor do local, que estava sempre insatisfeito e agredia as crianças punidas com tapas e socos. Num determinado dia o internato eh parcialmente incendiado e, justo nesse dia, Clémente havia decidido em cantar no campo com as crianças. Irritado com a ideia do maestro amador, o diretor o dispensa e ele parte pra continuar a vida... levando consigo a criança mais nova do internato, orfao. Eh um filme liiiiiindo, super emocionante, e que tem uma liçao de vida fora do serio.

Sobre o filme de hoje, Deux Jours a Tuer, o protagonista tem uma vida cheia de regalias: dinheiro, otima esposa, filhos saudaveis, bom emprego e otimo salario, etc. Um dia descobre que tem cancer, divorcia da mulher sem explicar nada e quer aproveitar a vida em 2 dias na companhia do pai, na Irlanda, com quem tinha uma pessima relacao.

O misterio eh que soh sabemos que ele tem cancer e estah a ponto de morrer no ultimo minuto do filme. Antes de deixar o pais, no caso, a França, comemora seu aniversario com amigos e diz tudo o que pensa sobre eles, ou seja, despeja tudo o que sente ha tempos, ja que estava ciente de que morreria e isso o deixaria mais aliviado.

O que me chamou atençao foi que muitas x vivemos uma vida meio falsa, automatica, por falta de opçao, sorrindo pra quem nao merece, engolindo sapos. E de repente, quando começamos a nao nos importarmos mais com o que os outros pensam do que fazemos, vivemos melhor, de uma maneira mais confortavel, mais natural. Smples assim.

Como diz a frase mundialmente conhecida, Carpe Diem.

Um comentário:

una bruja disse...

Tadinha!
Sem pc!
Prima, confesso sem o menor pudor que eu sem pc fico pior que na tpm! :P
Brincadeiras a parte, que bom que voltou!
Estava com saudades!
Beijos!