Au pair en France

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terça-feira, 3 de junho de 2008

A verdade às x doi!

Rina me mandou esse email aqui ontem, achei nota 10. Realmente ele eh super realista e acho que tem muito a ensinar pra quem me visita aqui. Ah, aqui nao eh dia dos namorados dia 12. Ja passou, foi dia 18 de fevereiro.

Carpe Diem!

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Cada um por si

Parece cruel, mas é verdade
por Patrícia 'Ticcia' Antoniete, de Porto Alegre [RS] - [03/06/2008]

- Você vai me fazer feliz?

- Não, não vou. Não sou deus, nem prozac, sou só um ser humano tentando desgraçadamente ser feliz. Vou fazer o possível para que você seja feliz a meu lado tanto quanto isso puder ser compatível com a minha própria felicidade, mas não, não vou fazer nada além disso. Até porque, não há nada a ser feito acerca da your private own felicidade. A sua felicidade é sua mesmo, é você quem faz todo dia, um pouquinho, com dor, com dificuldade, superando os seus monstros, as suas limitações, mudando o que dá pra ser mudado, aceitando e justificando condizentemente o que não dá, rezando, se psicanalisando, correndo, comendo chocolate, meditando, crescendo, sofrendo, perdendo, ganhando, ficando melhor do jeito que você consegue. Dá um trabalho doido e é solitário, é difícil. Ser feliz não é para qualquer um, não, é bom que se diga. Muito mais fácil é pedir ao outro que nos faça feliz, fazê-lo prometer e jurar que vai cumprir e chorar porque o coitado não deu conta do recado – que, frise-se – é impossível mesmo.

A felicidade (a sua, a minha, a nossa) é um processo de cada um e não sou eu que vai te fazer feliz, assim como você não me fez, não me faz, nem me fará. Eu sou feliz quando estou com você porque aqui no meu processo você faz parte da minha felicidade. Somos um cada um e pode ser que lá pelas tantas a minha felicidade já não caminhe a seu lado, que eu já não seja mais aquilo que você precisa/quer para ser parte da sua vida feliz ou vice-versa. Pode ser que o que você precise para ser feliz seja achar alguém que pense ser possível ser responsável pela sua felicidade e que lhe prometa isso, por mais impossível que isso seja. Contudo, o que eu posso lhe prometer é tão somente ser sua cúmplice, co-autora e partícipe, mas jamais responsável.

Sei que a cada dia que eu te olhar e te ver feliz, vou me sentir parte disso e me orgulhar, mas se eu tiver que caminhar com o peso de uma responsabilidade impossível, vou me fazer infeliz. Estarei aqui, sim, enquanto tu também fizeres parte da minha felicidade. Para enfrentar os monstros, sim. Para estar triste, também. Para chorar contigo quando der vontade, para te ajudar em tudo que estiver a meu alcance. Mas só enquanto isso for felicidade, pra ti e pra mim.

*Patrícia "Ticcia" Antoniete é uma advogada portoalegrense com incontinência literária

5 comentários:

Anônimo disse...

OI Lo,concordo em número,genero e grau.É muito comodo culpar o outro pela felicidade ou infelicidade.Isso não existe,está dentro do cada um e cada um é responsável pela propria vida.Te amo,nosso amor continua lindo...q incoerencia....Moty...

Anônimo disse...

Esse texto me lembra aqueles papos todos da Marilena Chauí, mestre maior da USP, sobre hegemonia e ideologia: você precisa de alguém pra mandar em você pra você poder mandar em alguém. Isso é terrível e a gente tem que se libertar,ou pelo menos ficar atento. E acontece, quase sempre, nas relações pessoais, amorosas. Viver é complicado !
beijos
João

Elisangela disse...

Oi! Faz tempo que nao venho ler teu blog, to correndo, pois estou concluindo o curso de inglês e logo logo volto pra casa. Vai ser bom, pois não posso perder a chegada do verão e com ele a Fête de la Musique. Gostei do e-mail da tua amiga e tudo que ela escreveu é verdadeiro, pois ano passado perdi uma amiga (de mentalidade bem brasileira, ja que é brasileira) porque escrevi uma verdade que ela não aguentou ouvir e nem foi uma verdade direcionada realmente a ela, mas ela levou bem para o lado pessoal e nem se quer teve coragem de me dizer que nao gostou, simplesmete cortou as pontes e soube o que causou tudo isso pela boca dos outros. Bref, so pra te dizer, que aqui na França a gente não tem papas na lingua e gosto disto, gosto de sinceridade e desta amizade que não te suga, mas que você pode contar com ela até ir para o caixão, são poucos, não tem nada a ver com o milhão de amigos do Roberto Carlos, mas são amizades que tem muito mais qualidade que muitas que tive no Brasil. é isso, continue na sua descoberta da França e não deixe de curtir cada momento, pois o tempo aqui nao passa, ele vôa! Bisous!

Rina disse...

cade voce??

Anônimo disse...

Lo, amei ler esse texto... estou passando por uma fase cinza da minha vida e ando procurando muitas respostas... isso me fez refletir muito!
Beijos! Muita saudade!
Vanessa